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As batalhas de todos os dias

terça-feira, 15/01/2008

Dia desses estava pensando sobre algumas atividades que precisamos realizar por toda a vida. Este pensamento me veio quando percebi que estava a alguns dias sem utilizar o fio dental.

Percebi que não importa o meu histórico de mais de 2 anos de utilização regular de fio dental. Caso eu fique 60 dias sem utilizá-lo, por exemplo, isso já será o suficiente para eu voltar a ter cáries.

E ainda que eu utilize o fio dental por mais 30 anos consecutivos meros 60 dias serão o suficiente, no futuro, para provocar as mesmas cáries que provocariam hoje.

Depois disso comecei a pensar em outras atividades que possuem este mesmo perfil e encontrei mais algumas. Uma delas é o cuidado com a alimentação ou com o peso. Basta 1 ano desregrado para você colocar a perder todos os anos passados em que você cuidou do seu peso.

Cuidar das finanças, do casamento e das amizades possuem este mesmo perfil. No caso dois últimos uma atitude impensada ou algumas palavras desastradas podem colocar tudo a perder. No caso das finanças, como os outros, alguns meses gastando sem controlar o seu orçamento pode lhe colocar em sérios apuros.

No princípio, quando percebi estas várias atividades com este perfil “eterno”, achei um saco. Pensei: “Não importa o quanto eu me esforce ou faça algo corretamente, um breve deslize pode desfazer tudo, sem piedade.”

Mas no fundo comecei a pensar que elas fazem sentido e que normalmente são as coisas realmente importantes que possuem este perfil. São as coisas que tornam a nossa vida melhor.

As únicas coisas, penso, que você pode fazer uma única vez e nunca mais se preocupar devem ser as coisas que não são importantes para você. Talvez elas sejam urgentes ou talvez sejam importantes para outra pessoa. Só assim para você “não se envolver”.

Parece justo que se eu quero ter meus dentes naturais até o dia da minha morte, logo terei que usar o fio dental até o dia da minha morte. Se eu quero manter sempre um peso que possibilite subir escadas ou andar sem ficar ofegante, eu preciso cuidar do meu peso todos os dias.

Pelo que eu concluí, tudo que eu quero por toda a vida eu devo cuidar por toda a vida.

E você? O que deseja para a toda a vida?

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Guarde o troco – 2007

domingo, 06/01/2008

No começo de 2007 fiz um post aqui sobre um método para guardar uma grana a mais. Na época eu comentava sobre os resultados do ano de 2006.

Neste ano que passou eu continuei usando o método, mas ao contrário do que havia prometido no post anterior, eu não me dediquei tanto quanto gostaria.

Mesmo assim, para minha surpresa, ao conferir os valores eu havia guardado mais dinheiro do que no ano anterior. Desta vez eu consegui guardar R$ 201,33, contra R$ 180,00 em 2006.

Apesar de não ter me dedicado tanto, acho que o grande diferencial foi a “qualidade” das moedas que guardei, já que desse valor R$ 62,00 eram de moedas de R$ 1,00. Também guardei outros R$ 51,50 em moedas de R$ 0,50.

Agora só falta trocar as moedas em notas e depositar o dinheiro.

Mais uma vez fica a dica para quem quiser guardar um dinheiro a mais. Ou você pode fazer isso para o seu filho, sobrinho, etc, garantindo um bom presente de natal ou dia das crianças.

Como dirigir em ruas alagadas

domingo, 06/01/2008

No verão é muito comum sermos surpreendidos por pancadas de chuva que entornam em poucos minutos o volume de água esperado para dias ou semanas. E normalmente o sistema de drenagem não consegue lidar com o grande volume de água, seja por ser subdimensionado ou por estar cheio de lixo, jogado pela população nas outras estações do ano.

Resolvi escrever este post depois que tive que dirigir em ruas alagadas no fim do ano passado. Tive que passar por um local onde a água ia até algura do pára-choques dianteiro do meu carro.

Gelei no momento que estava passando, pois se cometesse algum erro o carro ficaria parado no meio do alagamento. E eu estava sozinho.

Mas seguindo estas técnicas você também poderá se salvar em situação parecida.

São elas:

  1. Avalie a profundeza do alagamento. Você pode fazer isso observando os carros à sua frente ou objetos estáticos que estejam na área do alagamento. Por exemplo, se você perceber que só vê o guidão de uma moto que está parada em uma calçada, talvez a água esteja alta demais. Uma outra dica é observar os ônibus. Caso a água esteja com a altura de meia roda dele, não prossiga;
  2. Engate a primeira marcha e controle a aceleração usando a embreagem. Ou seja, acelere bastante e deixe a embreagem a meio curso. Com isso você evita que a água entre pelo escapamento do veículo. Nunca troque de marcha ao passar por terrenos alagados;
  3. Mantenha uma distância grande do veículo à sua frente. Assim as “ondas” criadas por ele, não irão aumentar o nível da água para você. 5 ou 10 cm de água a mais podem fazer muita diferença nesses casos. Um outro motivo para manter distância é poder desviar caso ele tenha algum problema. Suponhamos que a pessoa não saiba dirigir em trechos alagados e deixe o carro parar. Caso você esteja muito próximo terá que parar o seu carro, e vai desacelerá-lo, correndo o risco de deixar entrar água pelo escapamento;
  4. Caso você esteja se dando bem ao andar no alagamento, controle-se e não tente ultrapassar os carros à sua frente, especialmente se você tiver uma Pajero e o carro à sua frente for um celta. Como eu disse, 5 ou 10 cm de água podem não ser nada para você, mas para a pessoa que está em um celta com água quase entrando no motor pode ser decisivo. Controle a distância/velocidade utilizando a embragem e o acelerador e respeite o ritmo de cada um;
  5. Sempre que possível, tente fazer o mesmo percurso que os carros à sua frente fizeram. Assim, pelo menos, você sabe que não vai encontrar um buraco pela frente. Viu? Não ultrapasse;
  6. Ao sair do trecho alagado dê algumas bombadas no freio para ajudá-los a voltar ao normal. A água dimuniu a eficiência dos freios, portanto não saia correndo feito um louco ou freie bruscamente, pois eles estarão bem menos eficientes;
  7. Caso a coisa dê errado e o seu carro começar a alagar, saia logo. Caso o carro seja danificado pela água o estrago já vai ser muito grande, portanto é melhor se preocupar com a sua vida. R$ 1.000,00 a mais ou a menos na hora do conserto não vale o risco. Se você tiver seguro então… Deixe afundar;

Gostaria de deixar claro que não é recomendado passar por locais alagados. Só faça isso em caso de extrema necessidade. No meu caso, eu não podia dar ré e percebi que a coisa ficaria pior do que estava, por isso passei.

Uma outra coisa que ajudou a diminuir o meu risco é que se trata de uma rua próxima à minha casa e eu passo nela sempre. Logo eu sabia que não poderia haver nenhum esgoto sem tampa, buraco ou depressão no asfalto que pudesse fazer o meu carro afundar mais.

Caso você não conheça o local, não seja o primeiro carro da fila. Nunca. Como eu disse, caso a rua tenha uma leve depressão de 0,50 cm de altura, com 3 m de comprimento, seu carro será “engolido”.

Espero que você nunca precise usar estas dicas.

🙂